Quando vale a pena pensar nisso
- O seu spread foi contratado há vários anos e é mais alto do que os que os bancos oferecem hoje.
- Paga produtos associados (cartões, seguros) que encarecem o crédito.
- Quer passar de taxa variável para mista ou fixa, para ter estabilidade.
- A sua situação melhorou: rendimento mais alto ou menos dívidas.
Como fazer as contas
Compare a prestação atual com a que teria nas novas condições, para o mesmo capital e o mesmo prazo. A diferença por mês, multiplicada pelos meses que faltam, dá uma ideia da poupança bruta.
Depois subtraia os custos da mudança. Se o resultado continuar claramente positivo, compensa avançar.
Use o simulador de transferência para uma primeira estimativa.
Os custos da mudança
- Comissão de reembolso antecipado: limitada por lei a 0,5% do capital em taxa variável e a 2% em taxa fixa. Em alguns períodos foi suspensa na taxa variável; confirme a regra em vigor.
- Avaliação do imóvel pelo novo banco.
- Escritura, registos e distrate da hipoteca antiga.
- Imposto do Selo sobre o novo empréstimo, conforme o caso.
Muitos bancos assumem parte destes custos para captar clientes. Vale a pena perguntar e comparar.
Ficar no mesmo banco também é opção
Antes de mudar, pode tentar renegociar. Com propostas concorrentes na mão, o seu banco tem motivos para baixar o spread ou rever os seguros, sem custos de escritura.
A renegociação também permite mudar o tipo de taxa ou o prazo.
Não se esqueça dos seguros
O seguro de vida associado ao crédito pode ser contratado noutra seguradora, desde que cumpra as coberturas exigidas. Em muitos casos, só esta mudança já poupa dezenas de euros por mês.
Como funciona a transferência
- Análise do crédito atual: extrato, contrato e seguros.
- Pedido de propostas a outros bancos.
- Comparação da poupança real, já com custos.
- Aprovação e avaliação pelo novo banco.
- Escritura: o novo banco paga o crédito antigo e a hipoteca passa para ele.