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Transferência · 6 min de leitura

Transferir o crédito habitação: quando compensa e quanto custa

Mudar de banco pode baixar a prestação durante anos. Mas só compensa se a poupança for maior do que os custos da mudança.

Por Mariana Fernandes · Outubro de 2026

Quando vale a pena pensar nisso

  • O seu spread foi contratado há vários anos e é mais alto do que os que os bancos oferecem hoje.
  • Paga produtos associados (cartões, seguros) que encarecem o crédito.
  • Quer passar de taxa variável para mista ou fixa, para ter estabilidade.
  • A sua situação melhorou: rendimento mais alto ou menos dívidas.

Como fazer as contas

Compare a prestação atual com a que teria nas novas condições, para o mesmo capital e o mesmo prazo. A diferença por mês, multiplicada pelos meses que faltam, dá uma ideia da poupança bruta.

Depois subtraia os custos da mudança. Se o resultado continuar claramente positivo, compensa avançar.

Use o simulador de transferência para uma primeira estimativa.

Os custos da mudança

  • Comissão de reembolso antecipado: limitada por lei a 0,5% do capital em taxa variável e a 2% em taxa fixa. Em alguns períodos foi suspensa na taxa variável; confirme a regra em vigor.
  • Avaliação do imóvel pelo novo banco.
  • Escritura, registos e distrate da hipoteca antiga.
  • Imposto do Selo sobre o novo empréstimo, conforme o caso.

Muitos bancos assumem parte destes custos para captar clientes. Vale a pena perguntar e comparar.

Ficar no mesmo banco também é opção

Antes de mudar, pode tentar renegociar. Com propostas concorrentes na mão, o seu banco tem motivos para baixar o spread ou rever os seguros, sem custos de escritura.

A renegociação também permite mudar o tipo de taxa ou o prazo.

Não se esqueça dos seguros

O seguro de vida associado ao crédito pode ser contratado noutra seguradora, desde que cumpra as coberturas exigidas. Em muitos casos, só esta mudança já poupa dezenas de euros por mês.

Como funciona a transferência

  1. Análise do crédito atual: extrato, contrato e seguros.
  2. Pedido de propostas a outros bancos.
  3. Comparação da poupança real, já com custos.
  4. Aprovação e avaliação pelo novo banco.
  5. Escritura: o novo banco paga o crédito antigo e a hipoteca passa para ele.
Está a pagar demais pelo seu crédito? Simule a poupança ou envie-me a sua última prestação para uma análise gratuita.
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Mariana FernandesIntermediária de crédito registada no Banco de Portugal (n.º 0006976) e ex-gestora processual numa imobiliária. Business Partner Twinkloo Select.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma análise ao seu caso. As regras dos bancos e a legislação podem mudar; confirme sempre as condições em vigor.

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